Eu pensei que tivesse acabado essa história de indicação, de Q.I, e todo esse blá, blá, blá. Eu sei, que em todo lugar tem gente que conhece uma pessoa, que conhece uma pessoa e, por esse motivo acaba conseguindo uma vaga aqui, outra acolá.

SIM, eu conheço inúmeras empresas em que um bom conhecido vale mais do que milhares de conhecimentos e potenciais nas pessoas. Isso mesmo.

Essa moda vem da política acredito eu, e antes da política, das capitanias hereditárias, e está impregnado em nossa cultura até hoje.

Como assim?

Antigamente, tudo era na base da indicação. Já que eu não tinha como saber se o meu vizinho é bom, eu aceitava uma indicação de um tio distante, de um sobrinho de um lado esquecido da família, ou um primo desconhecido, apadrinhado do pai ou do avô.

Veja como montar uma campanha de marketing de sucesso.

Mesmo que o vizinho, coitado, desconhecido, fosse o melhor do mundo, ele ficava pra trás… e as empresas familiares foram infectadas com esse vírus e ficaram impregnadas com essa maldita idéia de INDICAÇÃO.

Tudo bem que, uma pessoa excelente ser indicada para uma vaga é uma coisa mas, indicações por todos os lados de amigos, conhecidos, cunhados e nepotismo é muito barra pesada. Nessa brincadeira boba, milhares de pessoas são preteridas em entrevistas de emprego.

O problema é que esse tipo de situação não está apenas localizado nas micro e pequenas empresas. Nas grandes os tubarões também brincam de indicação e, o filho do gerente daqui assume o lugar do gerente aposentado dali e, vice-versa. Em outras, os familiares desempregados do superintendente de uma área são misteriosamente contratados para a vaga que abriu na outra área.

Isso, muitas vezes, passando por cima do RH, que fez seleção de inúmeros candidatos, e depois recebe a notícia de que, nenhum deles ficará com a vaga. A brincadeira é séria, e cada dia eu chego a conclusão de que os grandes cargos de algumas empresas são verdadeiros bancos de empregos.

Clique aqui e descubra se vale a pena trabalhar de home office.

Eu não sou contra indicações. Não mesmo. Mas, que a pessoa indicada seja avaliada como todos os outros candidatos, participem das mesma avaliações e estejam sujeitos a todos os testes e entrevistas que os demais candidatos estejam. Afinal, quem é bom não precisa do protecionismo de uma indicação que passa por cima de todas as regras de uma empresa, mas sim de uma oportunidade. Daí em diante, é com a pessoa.

Dia desses eu ouvi uma história de que faculdade e conhecimento não levam a lugar nenhum, se tiver um bom “Q.I” (quem indica). A pessoa que me falou isso disse que tinha estudado numa faculdade nada renomada, e que na área dele tinham inúmeras pessoas que estudaram em faculdades altamente reconhecidas no país e, ele que tinha estudado na pior faculdade tinha sido escolhido para um cargo de chefia, em detrimento dos demais, segundo ele, por causa da indicação.

Mas, essa pessoa é super inteligente, esforçada e sempre procurou construir o seu conhecimento por conta própria, ser um funcionário que sempre entregou o que lhe era pedido, e superou expectativas de todos os superiores. Sendo assim, quando a oportunidade surgiu, o gerente resolveu dar a oportunidade ao melhor funcionário, àquele que sempre foi além. MAS, as pessoas muitas vezes não acreditam em seu potencial e, atribuem a conquista a proximidade com o chefe, com amizade e por aí vai….

Veja também 5 dicas para planejar um casamento.

Muitas vezes fica difícil entender que, a oportunidade foi dada a quem merecia. Muitas vezes a oportunidade por merecimento é confundida com a indicação, e as pessoas acreditam que a oportunidade foi dada pelo amigo, pelo conhecido, ou pelo contato de algum parente. Por outro lado, realmente, em grande parte das vezes, não houve oportunidade, houve a INDICAÇÃO, e empresas saem perdendo todo dia porque desperdiçam dinheiro com pessoas aquém das necessidades, por conta da POLITICAGEM.

Mas, ainda existe luz no caminho. Algumas empresas já tomaram conta de que não vale a pena o dinheiro desperdiçado e, não interessa se a indicação é do supervisor, do gerente, do diretor ou do presidente, o funcionário vai ter que passar por todas as fases do processo seletivo. Aí, quem for realmente excepcional consegue andar com as próprias pernas.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui